Portugal

Posted in portugal, regresso with tags , on Outubro 18, 2009 by Yashmeen

Dois anos fora de Portugal fazem com que algumas coisas sejam completamente novas para mim e outras tenham que ser redescobertas. Espanha foi a minha casa de forma absoluta nestes dois anos e agora dou por mim a sentir-me muitas vezes como o filho que regressa dos anos de faculdade à casa paterna e encontra uma nova mobília de quarto.

Há coisas deliciosas em Portugal. A comida é deliciosa em Portugal. O leite Agros, os iogurtes Longa Vida, o arroz Saludães, a carne, o peixe a tremer de fresco. Não comi nada no estrangeiro que se comparasse à qualidade destes produtos, de embalagens simples e sem espalhafatos. Em Espanha, o aspecto é tudo e os supermercados são cheios de luz, as embalagens cheias de cor, a carne reluzente, mas o Lechera Asturiana não tem este sabor a prados do Minho do nosso Agros… Os preços não são exagerados: os portugueses é que ganham pouco. O preço do carrinho do supermercado consegue ser igual ou até inferior ao de Espanha, mas o salário do espanhol anda pelo dobro e isso faz com que haja maior abundância de oferta ao nível da cosmética e artigos de luxo. Creio também ser por isso que o papel higiénico húmido e perfumado já entrou em todas as casas espanholas e aqui ainda está num fundo de prateleira onde ninguém lhe pega (*piadinha*).

As pessoas. As pessoas em Portugal ainda são amáveis. Ainda nos dizem, quando nos vêem na fila do supermercado com um carrinho cheio de peixe e carne, que fazíamos bem em meter tudo dentro de um saquinho térmico, que é de graça e tudo. Ainda nos dizem bom dia e boa tarde gratuitamente, embora com ar sisudo, e têm o cuidado de nos dar o pão mais branco ou as maçãs mais verdes, se assim pedirmos. Aqui, perdoem-me, falo das pessoas a Norte, porque a Sul a indiferença é maior, pela densidade populacional e por um certo desprendimento inerente à personalidade de Lisboa. As pessoas andam tristes e desanimadas por cá, mas continuam a ser, no geral, boas pessoas, gente honesta e trabalhadora.

Não sou nacionalista. Sou de muitos lados. Não sou patriota – mas digo-vos, meus amigos, que já andei por muitos sítios, que já comi em muitos sítios, que já conheci gente de todos os lados e que ar do mar como o nosso, comida quente como a nossa, gente afável como esta (por muito que os outros sejam mais festivos ou mais competentes) dificilmente se encontra por aí.

(Uma nota muito negativa para a televisão, que continua péssima e a dar trabalho sempre aos mesmos, com demasiada abundância de novelas brasileiras e CSIs)

A não esquecer

Posted in internet on Outubro 15, 2009 by Yashmeen

O museu de Auschwitz lançou recentemente um perfil no Facebook e uma página Web para destacar ainda mais a sua presença na memória das pessoas e a sua importância histórica enquanto testemunha do maior crime da Humanidade.

Fica o link –  http://en.auschwitz.org.pl/m/ - e página no Facebook.

Porque aconteceu mesmo. E porque não pode voltar a acontecer.

Reacções ao vídeo da Maitê

Posted in TV with tags on Outubro 15, 2009 by Yashmeen

Já que ela diz que os portugueses não têm sentido de humor… lol…

 

Saber não ocupa espaço

Posted in TV with tags on Outubro 14, 2009 by Yashmeen

Fui elucidada de que o 3 ao contrário que se vê naquela porta de Sintra do vídeo da Maitê (vide post anterior) é um símbolo maçónico.

Grande cavalgadura

Posted in TV on Outubro 13, 2009 by Yashmeen

A Maitê Proença, aquela rapariga bonitinha das telenovelas (valha-lhe isso), resolveu fazer uma reportagem sobre Portugal para um canal brasileiro.

Este foi o resultado:

E as outras riem-se e passam-nos um certificado de estupidez.

Por isso é que eu não acredito nessas balelas dos povos irmãos. No fundo, há uma grande hipocrisia de parte a parte e esta chacota dissimulada pelas costas. Fica a pergunta: se somos um país de gente burra e ignorante e os nossos monumentos mais importantes remontam ao tempo de um ditador (que idolatramos, pelos vistos), o que vem para cá fazer tanto brasileiro? Podiam ficar no seu civilizadíssimo país. E mais não adianto em relação às diferenças entre ambos os povos e respectivos países, porque há logo quem erga a bandeira da xenofobia e eu não estou para os aturar.

Tirem as vossas conclusões. Muito samba e carnavau, minha gentchi, esse é que é o problema.

Mais vale prevenir

Posted in vida with tags on Outubro 12, 2009 by Yashmeen

O senhor que me veio instalar a Zon suava que nem um boi e nem um lencinho de papel trazia consigo (nem pediu). Quando dei por ela, tinha uma grande gota de suor em cima do meu portátil (*nojo*).

Não é que eu seja paranóica, mas, por via das dúvidas, desinfectei-o todo duas vezes.

Há gente muito porca, pá.

Pensamento

Posted in vida with tags on Outubro 8, 2009 by Yashmeen

A intensidade com que vivemos pode determinar grandemente o nosso entusiasmo perante as coisas novas que nos acontecem. É a mesma sensação de subir uma e outra vez na montanha-russa: ao fim de meia dúzia de voltas, perde-se o medo e o frio no estômago.

*suspiro de alívio*

Posted in internet with tags on Outubro 6, 2009 by Yashmeen

Alô alô alfa sete, daqui alfa oito directamente da Inbicta.

Obrigada a todos os que perguntaram por mim porque não, não fui raptada por extraterrestres apreciadores de pencas que tenham aterrado em terras do norte. Após uma dura guerra com a Vodafone que acabou com a devolução do meu dinheiro na loja e mais um grosso em chamadas para o call center da Zon porque – vá – activaram um modem que não era o meu com um código errado, estou de bolta.

Só a mim…

 

Agora, prontes, estou aqui de nobo, arrasadinha dos nerbos e a precisar de uma pinga de binho fino mas é.

Novas da Inbicta

Posted in vida with tags on Outubro 3, 2009 by Yashmeen

Ora bem, ora bem.

Cá vos escrevo do norte de Portugal, em directo da sala de estar da minha avó, sentada do cadeirão do meu falecido avô e com os chinelos dele nos pés (sei que ele ia gostar que eu usasse as coisas dele).

A minha nova casa já é minha e sinto-me maravilhosamente bem lá. Vim para perto da abuelita (assim foi baptizada pelo Paquito, que acha bisavó um nome muito comprido) porque o Paquito pai foi buscar o resto da tralha a Sevilha (vivia lá sem a minha máquina de café?!).

Os dias têm sido enormes por aqui. Mal cheguei, festa de aniversário do meu tio com toda a família materna reunida e Paquito a brincar com primos em segundo grau já com bem mais de vinte anos. Este calor humano é o que mais gosto aqui nesta terra.

No segundo dia, comprar ténis quentes para Paquito. Procurar prenda para amiga que faz anos no Domingo e não encontrar aquilo que eu lhe queria oferecer. Humpf. Hei-de descobrir onde se compra aquilo de que a moça gosta, nem que chovam picaretas.

Supermercado. A menina da caixa a perguntar-me de onde era o cartão Multibanco porque não conhecia aquele banco espanhol e a rematar com um “então sejam bem-vindos de volta” e um grande sorriso. As pessoas daqui continuam muito afáveis. E aquela secção das frutas, e pencas, e comprar queijo flamengo e iogurtes Longa Vida. Oh, come-se tão bem em terras lusas.

Filme total. Comprar modem da Vodafone porque não posso trabalhar sem net. “Oh menina, verifique se na minha morada há rede”. E sim, e ela diz que estou no meio de duas antenas e que a Vodafone tem a melhor cobertura nacional e blábláblá e eu trouxe dois modems com dois contratos assinados. Chego a casa e népia. Não tenho rede. 30€ em telefone para o serviço técnico e eles a jurarem que eu tinha que ter rede e a mandarem-me fazer as coisas mais estapafúrdias no computador e népia. Nadinha de nada. Nem páginas consigo abrir. Reportam a incidência e eu ameaço que devolvo esta porra toda, modems incluídos, porque me deram garantias de que iam funcionar. Vim dormir a casa da abuelita et voilà, funciona tão bem que até voa. Estou para ver quando voltar para casa. Estou estou.

Enfim, uma carga de nervos. Valha-me o santo protector dos clientes da Vodafone, que espero que ilumine as mentes dos engenheiros de rede.

É hoje

Posted in vida with tags , on Outubro 1, 2009 by Yashmeen

São 10h34. Os rapazes dormem ainda, mas eu já estou em frente ao computador a terminar trabalhos desde as 8h.

Hoje vai ser um dia especial. Hoje começa mais uma aventura na minha vida, que não tem prazo para acabar. Hoje volto de onde parti, sem sentir que volto atrás.

Vou tomar um banho longo, vestir-me e preparar-me para partir para o Porto. O resto? O futuro e a vida o dirão.

 

Abraços a todos.