Parece-me que…
.. a privacidade é um bem inalienável. Eu tenho as minhas pautas de exposição pessoal, apesar de ser globalmente transparente, e irrita-me um poucochinho assim (*faz tamanho pequenino com os dedos*) que não se respeite isso e o “diz que faz ou que diz ou que tem” quando eu sou o centro da exibição. Tenho muito pouco de macaco de zoológico. Uma abordagem dessas revela uma grande falta de tacto em relação à minha pessoa e eu, que sou vidrinho de cheiro, deixo-me levar facilmente pela desconfiança e prontes, passo a esconder-me mais na minha couraça, que é para evitar que se fale de mim por aí. Mesmo que não seja negativamente, a minha privacidade é aquilo que eu escolho que quero que se saiba e que conto às minhas pessoas de confiança (assim de repente, tenho as minhas amigas Paula, Joana, Linda, Lúcia e mais uma ou duas, que sabem tanto sobre mim e que me fazem sentir tão à vontade para desabafos mais íntimos). Como dizia a minha avó que Deus deve ter, “deixem-na lá quieta no canto dela, que o bicho esperneia”.
Era sensata, a minha avó. Por isso é que nunca lhe escondia nada.
Haja limites.
Junho 5, 2009 às 3:37 pm
ok, não digo mais nada…prontes, não vá a bicheza espernear.