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	<title>Comentários em: Transtorno Bipolar</title>
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	<description>Porque o meu mundo se divide em dois, numa polaridade desconjunta...</description>
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		<title>Por: Paula Pintassilgo</title>
		<link>http://entredoismundos.wordpress.com/2008/06/10/transtorno-bipolar/#comment-2052</link>
		<dc:creator>Paula Pintassilgo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 01:04:23 +0000</pubDate>
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		<description>Aqui estou com 43 anos, duas filhas que qualquer transeunte considera minhas netas, não é de admirar tendo em conta a sua tenra idade e o meu cabelo completamente grisalho e o excesso de peso mais que óbvio. Ora estava eu a dizer, antes de começar a deambular, que nesta altura da minha vida aprendi a “comer a sopinha toda”, isto é, tomo o meu lítio, o anti-depressivo e o controlador de humor para me manter funcional. Para não desatar a tomar tudo com forma de comprimido existente em casa, ir parar ao hospital e ser tratada abaixo de cão. Ou então a outra perspectiva igualmente agradável de desatar a comprar o que posso e principalmente o que não posso numa fúria consumista incontrolável como se o meu ar dependesse disso, chegar a casa e chorar desconsoladamente sobre os despojos. 
Pois é, o meu percurso de vida tem sido efectivamente uma interminável viagem de montanha russa. Tudo tem servido para adormecer o mal-estar, a negrura, a dor dilacerante dos próprios pensamentos. Por outro lado os meus sentidos são particularmente aguçados, tudo cujo destino é conferir prazer eu sinto-o em todas as terminações nervosas do meu corpo. Se é um som divinal todo o meu corpo é audição, se é uma boa refeição todo ele é gosto, se é uma boa conversa todo ele é senso estético – o resto é deixado à vossa imaginação... A grande questão é uma de proporção, o lado negro tem ficado com a parte do leão, a morte da minha mãe, os meus suicídios, as minhas depressões pós-parto agravadas com internamento, auto-medicação, beber para esquecer, a morte do meu irmão (ainda me custa a crer), incapacidade de manter amizades. E no meio de tudo isto aquilo que muitos têm por garantido: momentos de estabilidade, não são permitidos, porque a viagem é interminável e ininterrupta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui estou com 43 anos, duas filhas que qualquer transeunte considera minhas netas, não é de admirar tendo em conta a sua tenra idade e o meu cabelo completamente grisalho e o excesso de peso mais que óbvio. Ora estava eu a dizer, antes de começar a deambular, que nesta altura da minha vida aprendi a “comer a sopinha toda”, isto é, tomo o meu lítio, o anti-depressivo e o controlador de humor para me manter funcional. Para não desatar a tomar tudo com forma de comprimido existente em casa, ir parar ao hospital e ser tratada abaixo de cão. Ou então a outra perspectiva igualmente agradável de desatar a comprar o que posso e principalmente o que não posso numa fúria consumista incontrolável como se o meu ar dependesse disso, chegar a casa e chorar desconsoladamente sobre os despojos.<br />
Pois é, o meu percurso de vida tem sido efectivamente uma interminável viagem de montanha russa. Tudo tem servido para adormecer o mal-estar, a negrura, a dor dilacerante dos próprios pensamentos. Por outro lado os meus sentidos são particularmente aguçados, tudo cujo destino é conferir prazer eu sinto-o em todas as terminações nervosas do meu corpo. Se é um som divinal todo o meu corpo é audição, se é uma boa refeição todo ele é gosto, se é uma boa conversa todo ele é senso estético – o resto é deixado à vossa imaginação&#8230; A grande questão é uma de proporção, o lado negro tem ficado com a parte do leão, a morte da minha mãe, os meus suicídios, as minhas depressões pós-parto agravadas com internamento, auto-medicação, beber para esquecer, a morte do meu irmão (ainda me custa a crer), incapacidade de manter amizades. E no meio de tudo isto aquilo que muitos têm por garantido: momentos de estabilidade, não são permitidos, porque a viagem é interminável e ininterrupta.</p>
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		<title>Por: Yashmeen</title>
		<link>http://entredoismundos.wordpress.com/2008/06/10/transtorno-bipolar/#comment-1448</link>
		<dc:creator>Yashmeen</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 22:46:47 +0000</pubDate>
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		<description>Exactamente. O facto de terem levantado o estigma da bipolaridade para justificar o comportamento dela (que não é de Hollywood mas é uma estrela do seu Olimpo) vem mostrar que ainda é uma primeira e maravilhosa desculpa para certos excessos. Não me interessam os rótulos; interessam-me o que sentem as pessoas por trás das etiquetas que lhes colam na testa. Não me interessam as medicações nem os princípios activos que cada qual toma; interessa-me saber até que ponto os vários transtornos de cada um afectam a sua qualidade de vida e, mais importante ainda, a sua felicidade. Portanto, não é um tema que goste de discutir por alto e com catálogos clínicos, concentrando-me apenas no facto de ser ou moda ou não. É-me absolutamente irrelevante e também o é para a pessoa que escreveu o post citado em questão e que, como ser humano, é excepcionalemente sensível sem ter qualquer tipo de transtorno, sem se esconder por trás de rótulos e sem pretender estar actualizada ou desactualizada naquilo que SENTE em relação a determinado tema.
Já a Amy Winehouse, não me interessa minimamente para além de ser um ser humano auto-destrutivo. Os médicos que lhe chamem o que quiserem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Exactamente. O facto de terem levantado o estigma da bipolaridade para justificar o comportamento dela (que não é de Hollywood mas é uma estrela do seu Olimpo) vem mostrar que ainda é uma primeira e maravilhosa desculpa para certos excessos. Não me interessam os rótulos; interessam-me o que sentem as pessoas por trás das etiquetas que lhes colam na testa. Não me interessam as medicações nem os princípios activos que cada qual toma; interessa-me saber até que ponto os vários transtornos de cada um afectam a sua qualidade de vida e, mais importante ainda, a sua felicidade. Portanto, não é um tema que goste de discutir por alto e com catálogos clínicos, concentrando-me apenas no facto de ser ou moda ou não. É-me absolutamente irrelevante e também o é para a pessoa que escreveu o post citado em questão e que, como ser humano, é excepcionalemente sensível sem ter qualquer tipo de transtorno, sem se esconder por trás de rótulos e sem pretender estar actualizada ou desactualizada naquilo que SENTE em relação a determinado tema.<br />
Já a Amy Winehouse, não me interessa minimamente para além de ser um ser humano auto-destrutivo. Os médicos que lhe chamem o que quiserem.</p>
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		<title>Por: Golfinho</title>
		<link>http://entredoismundos.wordpress.com/2008/06/10/transtorno-bipolar/#comment-1447</link>
		<dc:creator>Golfinho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 22:39:38 +0000</pubDate>
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		<description>Amy whitehouse é Unipolar Boderline e n é de hollywood</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Amy whitehouse é Unipolar Boderline e n é de hollywood</p>
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		<title>Por: Yashmeen</title>
		<link>http://entredoismundos.wordpress.com/2008/06/10/transtorno-bipolar/#comment-1430</link>
		<dc:creator>Yashmeen</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 13:52:34 +0000</pubDate>
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		<description>PS: Uma vez que comentaste o mesmo nos dois blogs, acrescento aqui que as doenças da moda não são exactamente as que os americanos determinam. Há mundo para além dos EUA e não se trata de substâncias consumidas, mas sim de enquadramento de sintomatologia. As consultas foram realizadas nos artigos da Medicina Baseada em Evidências da Medline Corp. e da Bibl. Cochrane.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>PS: Uma vez que comentaste o mesmo nos dois blogs, acrescento aqui que as doenças da moda não são exactamente as que os americanos determinam. Há mundo para além dos EUA e não se trata de substâncias consumidas, mas sim de enquadramento de sintomatologia. As consultas foram realizadas nos artigos da Medicina Baseada em Evidências da Medline Corp. e da Bibl. Cochrane.</p>
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		<title>Por: Yashmeen</title>
		<link>http://entredoismundos.wordpress.com/2008/06/10/transtorno-bipolar/#comment-1429</link>
		<dc:creator>Yashmeen</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 13:46:35 +0000</pubDate>
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		<description>Ainda há pouco tempo se falou de transtorno bipolar a propósito da Britney Spears e da Amy Winehouse. Uma coisa é o que os filhos tomam (e a ADHD é desculpa antiga para os birrentos de LA menores de 16 anos), outra coisa é o que os adultos apregoam. Portanto, continua a ser a doença &quot;da moda&quot;. Este texto não está desactualizado porque as fontes foram fornecidas por mim, a partir dos estudos médicos recentes em que trabalho, uma vez que a sua autora é uma brilhante jornalista e, mais importante ainda, minha prima.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda há pouco tempo se falou de transtorno bipolar a propósito da Britney Spears e da Amy Winehouse. Uma coisa é o que os filhos tomam (e a ADHD é desculpa antiga para os birrentos de LA menores de 16 anos), outra coisa é o que os adultos apregoam. Portanto, continua a ser a doença &#8220;da moda&#8221;. Este texto não está desactualizado porque as fontes foram fornecidas por mim, a partir dos estudos médicos recentes em que trabalho, uma vez que a sua autora é uma brilhante jornalista e, mais importante ainda, minha prima.</p>
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		<title>Por: Golfinho</title>
		<link>http://entredoismundos.wordpress.com/2008/06/10/transtorno-bipolar/#comment-1428</link>
		<dc:creator>Golfinho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 13:37:57 +0000</pubDate>
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		<description>???? &quot;&quot;É a doença da moda das estrelas de Hollywood!&quot;????? Foi a doença da moda nos anos 9o e início do Milénio, quando os psiquiatras  colocavam tudo no mesmo cesto; a doença da moda, hoje, é a ADHD. Os apizinhos americanos andam todos felizes porque os filhinhos tomam ritalin e prozac. Há quem opte por Elevera 

Esse texto está desactualizado...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>???? &#8220;&#8221;É a doença da moda das estrelas de Hollywood!&#8221;????? Foi a doença da moda nos anos 9o e início do Milénio, quando os psiquiatras  colocavam tudo no mesmo cesto; a doença da moda, hoje, é a ADHD. Os apizinhos americanos andam todos felizes porque os filhinhos tomam ritalin e prozac. Há quem opte por Elevera </p>
<p>Esse texto está desactualizado&#8230;</p>
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