Este artigo foi publicado em Junho 10, 2008 às 1:26 am, na(s) categoria(s) bipolar, blogs with tags bipolar, blogs, Mike Oldfield, Moonlight shadow, suse. Pode seguir as respostas a esta entrada através do feed RSS 2.0
Pode deixar uma resposta ou fazer trackback do seu próprio site.
Junho 12, 2008 às 1:37 pm
???? “”É a doença da moda das estrelas de Hollywood!”????? Foi a doença da moda nos anos 9o e início do Milénio, quando os psiquiatras colocavam tudo no mesmo cesto; a doença da moda, hoje, é a ADHD. Os apizinhos americanos andam todos felizes porque os filhinhos tomam ritalin e prozac. Há quem opte por Elevera
Esse texto está desactualizado…
Junho 12, 2008 às 1:46 pm
Ainda há pouco tempo se falou de transtorno bipolar a propósito da Britney Spears e da Amy Winehouse. Uma coisa é o que os filhos tomam (e a ADHD é desculpa antiga para os birrentos de LA menores de 16 anos), outra coisa é o que os adultos apregoam. Portanto, continua a ser a doença “da moda”. Este texto não está desactualizado porque as fontes foram fornecidas por mim, a partir dos estudos médicos recentes em que trabalho, uma vez que a sua autora é uma brilhante jornalista e, mais importante ainda, minha prima.
Junho 12, 2008 às 1:52 pm
PS: Uma vez que comentaste o mesmo nos dois blogs, acrescento aqui que as doenças da moda não são exactamente as que os americanos determinam. Há mundo para além dos EUA e não se trata de substâncias consumidas, mas sim de enquadramento de sintomatologia. As consultas foram realizadas nos artigos da Medicina Baseada em Evidências da Medline Corp. e da Bibl. Cochrane.
Junho 17, 2008 às 10:39 pm
Amy whitehouse é Unipolar Boderline e n é de hollywood
Junho 17, 2008 às 10:46 pm
Exactamente. O facto de terem levantado o estigma da bipolaridade para justificar o comportamento dela (que não é de Hollywood mas é uma estrela do seu Olimpo) vem mostrar que ainda é uma primeira e maravilhosa desculpa para certos excessos. Não me interessam os rótulos; interessam-me o que sentem as pessoas por trás das etiquetas que lhes colam na testa. Não me interessam as medicações nem os princípios activos que cada qual toma; interessa-me saber até que ponto os vários transtornos de cada um afectam a sua qualidade de vida e, mais importante ainda, a sua felicidade. Portanto, não é um tema que goste de discutir por alto e com catálogos clínicos, concentrando-me apenas no facto de ser ou moda ou não. É-me absolutamente irrelevante e também o é para a pessoa que escreveu o post citado em questão e que, como ser humano, é excepcionalemente sensível sem ter qualquer tipo de transtorno, sem se esconder por trás de rótulos e sem pretender estar actualizada ou desactualizada naquilo que SENTE em relação a determinado tema.
Já a Amy Winehouse, não me interessa minimamente para além de ser um ser humano auto-destrutivo. Os médicos que lhe chamem o que quiserem.
Fevereiro 12, 2009 às 1:04 am
Aqui estou com 43 anos, duas filhas que qualquer transeunte considera minhas netas, não é de admirar tendo em conta a sua tenra idade e o meu cabelo completamente grisalho e o excesso de peso mais que óbvio. Ora estava eu a dizer, antes de começar a deambular, que nesta altura da minha vida aprendi a “comer a sopinha toda”, isto é, tomo o meu lítio, o anti-depressivo e o controlador de humor para me manter funcional. Para não desatar a tomar tudo com forma de comprimido existente em casa, ir parar ao hospital e ser tratada abaixo de cão. Ou então a outra perspectiva igualmente agradável de desatar a comprar o que posso e principalmente o que não posso numa fúria consumista incontrolável como se o meu ar dependesse disso, chegar a casa e chorar desconsoladamente sobre os despojos.
Pois é, o meu percurso de vida tem sido efectivamente uma interminável viagem de montanha russa. Tudo tem servido para adormecer o mal-estar, a negrura, a dor dilacerante dos próprios pensamentos. Por outro lado os meus sentidos são particularmente aguçados, tudo cujo destino é conferir prazer eu sinto-o em todas as terminações nervosas do meu corpo. Se é um som divinal todo o meu corpo é audição, se é uma boa refeição todo ele é gosto, se é uma boa conversa todo ele é senso estético – o resto é deixado à vossa imaginação… A grande questão é uma de proporção, o lado negro tem ficado com a parte do leão, a morte da minha mãe, os meus suicídios, as minhas depressões pós-parto agravadas com internamento, auto-medicação, beber para esquecer, a morte do meu irmão (ainda me custa a crer), incapacidade de manter amizades. E no meio de tudo isto aquilo que muitos têm por garantido: momentos de estabilidade, não são permitidos, porque a viagem é interminável e ininterrupta.