E os outros, Senhor?

Bento XVI reuniu-se nos EUA com vítimas de abusos sexuais por sacerdotes da sua Igreja. E os padres que essa mesma Igreja encobre anos e anos mediante essas mesmas acusações? Não será hipócrita dar palmadinhas nas costas das vítimas enquanto se escondem os agressores que, muitas vezes, são simplesmente mudados de paróquia para calar o povinho, mas continuam no exercício do sacerdócio?

O que se pode esperar de uma igreja que quer representar Cristo com sapatos Prada calçados nos pés do sucessor do Pescador de almas e que fala do reino de Deus com ouro e brocados às costas?

E as vítimas do Holocausto? Ou toda a gente se esquece que Bento XVI pertenceu às SS e assumiu isso como uma coisa “normal para os alemães da sua geração”? E o ouro judeu, que ainda anda por aí nos cofres do Vaticano?

Retoma-se a linhagem Bórgia à frente da Igreja Católica, depois do reino seráfico do papa anterior. Ainda têm coragem de dizer que os muçulmanos pararam na Idade Média. Há que meter a mão na consciência e ver que, se dermos bem a volta às costuras da História, vai tudo dar ao mesmo (na essência).

 

9 Respostas para “E os outros, Senhor?”

  1. Não sou católico e nem gostaria de ser. Mas parece-me que é um bocadinho exagerado comparar o catolicismo de hoje ao islão. Apesar dos abusos, da hipocrisia, o catolicismo já não mata nem se entretém a espalhar mensagens de ódio. Acho que os muçulmanos, pelo contrário, nem sequer pararam na Idade Média. Os muçulmanos regrediram, o que é bem pior. Na Idade Média, sim, eram bem capazes de não ser tão sanguinários como o catolicismo. De qualquer forma, concordo com uma coisa: entre as religiões monoteístas, venha o diabo e escolha.

  2. Não mata, mas vai fazendo de conta que não vê. Não espalha mensagens de ódio directas, mas vai condenando o divórcio, a homossexualidade… O grau de barbárie não é igual, mas não está isenta de agressão.
    De uma forma mais ou menos dissimulada, as religiões estabelecidas tornaram-se num poço de ódio e violência.

  3. Na Idade Média, os muçulmanos tinham a civilização mais evoluída e multicultural da época, o Al-Andalus, onde conviviam pacificamente várias raças ou credos e onde reinava um clima de paz e tolerência – até que chegaram os Reis Católicos e acabou tudo, culminando com a expulsão dos judeus. Podemos falar de regressão, sem dúvida, pelas mãos de uns e outros.

  4. Gostei muito foi de ver o senhor Bush a pregar sobre como, nestes tempos onde certas e determinadas pessoas usam o nome de Deus para justificar a violência, é importante relembrar que Deus é amor (e carinho, e paixão, e, porque não, uma panela de pressão. Pronto, era uma sugestão. Talvez não rimasse em inglês, mas não deixava de ser fófinho). Esteve muito bem, sim senhor: não importa que a pessoa mais próxima a quem serviria a carapuça seria o próprio, haja é a decência de fazer um discurso bonito. Haja discurso bonito e tudo o resto vai ao sítio. Com muito amor e carinho de Deus.

    Jesus anda certamente às voltas na cova. Quer dizer, se tivesse uma. Porque supostamente não tem, ou tem? Lembro-me vagamente. Havia um certo nevoeiro a pairar na minha mente durante a catequese, mas penso que o senhor subiu, esqueleto e tudo, ao céu.

  5. Essa parte da cova também sempre me fez espécie. Se Jesus é Deus descido à terra e à imagem dos homens, o que aconteceu à carne? Resposta dos católicos a quem perguntei isto: é um dogma e não é suposto ter explicação, mas sim acreditar nisto sem questionar.

  6. Gosto mais deste papa do que do anterior; mostra a merda que é a igreja católica e nem tenta disfarçar.
    Já há muito tempo que nada espero de qualquer igreja. É pena, porque elas cresceram de interpretações adulteradas e truncadas de escrituras extremamente interessantes, como a Bíblia e o Corão.

  7. Eu não queria ter esse amiguito a dar-me palmadas nas costas, ainda por cima ajoelhado! :)

    Dark kiss.

  8. Para o peditório das religiões…já dei! E nem perco tempo em estabelecer comparações entre elas, pois de uma forma ou de outra todas elas traem em quem nelas confia!

    Aquele abraço infernal!

  9. Ainda estive para comentar que ele foi lá para conhecer pessoalmente o que tentava os padres, mas achei melhor não…

    Essa do dogma ter de ser aceite sem questionar parece-me a típica explicação “aceita o que te dizem e nada de perguntar, o menino quer levar um estalo?”…

    Beijoca e RAUF!

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