De peche y de luche - Algiva

 

“Perdónenme, quizas fue ayer
el día en clave de conquistas,
perdónenme, quizas fue ayer
el día en clave.
Perdónenme, si no encontré
la sincopada fusa de mi vida,
perdónenme, si no afiné
y no acompasaba.
Más
no puedo más,
tengo un destino y un camino al que llegar.

sabes muy bien
que nunca miro el recorrido al caminar.
Las leyes con las que juzgan,
son errores de los jueces
que padecen , que carecen.
Estribillo
Quiero volver,
vivir trochimoche,
privando a moharrache
y en este cambalache,
de aroga y zoche,
de luche y de peche
contento cuando arreche
bellaco quien no escuche. (BIS)
Perdónenme, si no encontre
la partitura andante de mi vida,
perdonenme, si no encontré
mi melodía.
Perdónenme, si no encontré
una expresión que hacer en esta rima,
perdónenme, si no encontré
lo que quería.
Mas,
no puedo más,
tengo un destino y un camino al que llegar.
Tú,
sabes muy bien
que nunca miro el recorrido al caminar.
Las leyes con las que juzgan,
son errores de los jueces
que padecen y que carecen.”

 Não, vocês não perceberam mesmo nada do que aqui está escrito. Porque isto é calé, um dialecto que é uma mistura entre o romanó e o espanhol que falam os gitanos do sul da Península Ibérica e de França. Basicamente, é possível falar sem que os outros percebam tudo o que dizemos ou falar apenas para alguém “dos nossos” com muita gente ao lado. Subtilezas da gitanería andaluza, que ainda se usa muito. Os próprios Gipsy Kings usam e abusam do calé (Djobi djoba tem mesmo significado).

Exemplos mais ou menos traduzidos:

Pincho o primeiro que me enervar.

Que Maharí te proteja.

A líria é o melhor fruto do mundo.

Guarda a venda, que vem aí o borrón.

Foi o callardón que me dice.

Vais acabar marado, se continuas a brincar com a puque.

Tu me camelas?

EHEHEH! O mais engraçado é que isto não se aprende em escola nenhuma ;)

5 Respostas to “De peche y de luche - Algiva”

  1. maariah Diz:

    Coincidência…

    Comprei um cd de compilações de músicas do médio oriente. Gosto dos ritmos, uma das faixas fez-me lembrar música cigana e, ao ler um resumo daquela faixa e sobre a cantora (Yasmin levi, conheces?), fiquei a saber que tinha como base o flamenco e que esta cantora, filha de um especialista em música sefardita judia - espanhola, tenta manter essa herança. Fiquei com saudades dos ritmos e ontem estive a ouvir Gipsy kings.

    Mais uma vez aprendo contigo: eu julgava que se dizia romani…

  2. Yashmeen Diz:

    A língua é o romanó, neste momento só falada pelos zíngaros, que são os ciganos do leste europeu, e pouco mais. O povo é que é romani (”povo romani”). “Rom” significa “homem” em romanó e “romi” significa mulher.
    Isto que aqui leste é calé, que é o que falam os gitanos, que são os do Sul da Península. Mistura espanhol com romanó, mas tem já uma estrutura própria.

  3. Yashmeen Diz:

    Os judeus sefarditas também tinham uma língua própria. Dessa fusão com o calé e com o árabe, nasce um espanhol muito particular que se fala na Andaluzia. O Al Andalus, que foi um dos reinos mais prósperos da História do Ocidente, era a fusão destas três culturas. Daí nasceu o flamenco, que ainda as agrupa.

  4. roderlei Diz:

    O que significa o djobi djobá?
    Grato
    Roderlei

  5. Yashmeen Diz:

    Não domino a variante do calé falada nessa fronteira entre a Catalunha e o sul de França de onde são os Gipsy Kings, mas sei que tem significado.

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