Há sempre tempo para mudar
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Ela chegou nesta miséria de estado e, como pensávamos que era um cão, foi inicialmente baptizada de Puma. Descobrimos que afinal era uma cadelita e o nome manteve-se por uns tempos, até que decidimos rebaptizá-la de Laika. E porquê Laika? Porque é um clássico dos anos 80 e porque cão como deve ser tem que se chamar Bóbi, Pantufa, Laika ou Boneca. E porque a Laika foi uma cadelinha valente, que morreu no espaço ninguém sabe muito bem porquê, e que suscitou pela primeira vez o debate sobre os direitos dos animais nesses distantes anos da Guerra Fria, em que russos e americanos mandavam todo o tipo de bicheza para o espaço.
Ficou Laika, porque é kitsch, é retro e os 80 estão na moda de novo
)
E, dois meses depois, aquela criaturinha encardida e desgrenhada tornou-se nesta beleza de cão. Confesso que, com esta, não foi o “amor à primeira vista” que tive com o meu cão anterior e que me custou um pouco a habituação, porque o desgosto que tive com a morte do Draculazinho em Julho passado bloqueou parcialmente a minha capacidade de me voltar a afeiçoar a um bicho. Pensava eu porque, com o tempo, a Laika conquistou-me.

Não bate muito bem da bola, como é habitual nos meus cães. No entanto, é uma bela companhia de folguedos aqui para o Paquito, porque são aproximadamente da mesma idade e andam sempre a guerrear por brinquedos e sapatos. Nesta foto, estavam ambos a tentar destruir o descodificador de canais, que acabou a fumegar depois de um objecto não identificado ter sido inserido pelos orifícios de respiração do aparelho, e assim acabou o Paquito de castigo por mudar circuitos eléctricos de sítio e a Laika ilibada por não se ter provado a sua implicância material no caso e se ter limitado a assistir.
Um dia, escrevei um livro para todas as mães deste mundo: “Asneiras terríveis em menos de cinco segundos”.

Fevereiro 9, 2008 às 8:25 pm
É muito fofa a cadela…
E olha que o livro iria ser muito útil, a quantidade de disparates que vi fazer ao meu sobrinho num fds ter um livro acho que ajudaria, mas eles também estão sempre a inventar são demais os putos
Fevereiro 9, 2008 às 8:59 pm
È bom para os miúdos conviverem com um animal doméstico.
Sempre tive animais, mas um cão não quero mais ter. È como ter outro filho.
Pior, os filhos mais tarde ou mais cedo acabam por saber fazer cócó e xixi sozinhos. Um cão não.
Tenho agora uma gata Persa, que não chateia é sou mudar o arião uma vez por semana.
Fevereiro 9, 2008 às 9:12 pm
A foto está de mais. Olha a atitude de comparsas. Lindo.
Pois parece que os 80’s estão na moda. Década que a mim não me diz nada.
Fevereiro 10, 2008 às 10:22 am
O cachorro estão tão lindo


LOL acho piada ao nome pelo qual tratas o teu filho: Paquito
Ele está com um cabelo bem bonito!
Bela foto
:-*
Fevereiro 10, 2008 às 3:00 pm
o puto está enorme
(os meus tb vão aterrorizando a nossa bicha…)
Fevereiro 11, 2008 às 11:15 am
terrorismo em estado puro…
Fevereiro 11, 2008 às 6:07 pm
canito: “olha o que é que vais fazer…”
paquito: “cala-te. eu é que sei. basta-me sacudir os meus caracóis frondosos qu’eles derretem-se todos.”
canito: “então e eu?”
paquito: “estás por tua conta.”
Fevereiro 11, 2008 às 7:07 pm
Paquito porque o segundo nome dele é Francisco e, como é provavelmente o nome mais comum na Andaluzia, os miúdos são todos tratados por Paquito.
Os caracóis foram a minha herança genética. Apesar de eu os ter herdado do meu lado paterno (acho que 90% da minha família paterna tem cabelo preto e encaracolado), o Paquito juntou essa herança genética encaracolada a um tom arruivado que, pasme-se, é o da minha mãe.
Fevereiro 12, 2008 às 12:20 am
Que saudades desta criança…