Há sempre tempo para mudar

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Ela chegou nesta miséria de estado e, como pensávamos que era um cão, foi inicialmente baptizada de Puma. Descobrimos que afinal era uma cadelita e o nome manteve-se por uns tempos, até que decidimos rebaptizá-la de Laika. E porquê Laika? Porque é um clássico dos anos 80 e porque cão como deve ser tem que se chamar Bóbi, Pantufa, Laika ou Boneca. E porque a Laika foi uma cadelinha valente, que morreu no espaço ninguém sabe muito bem porquê, e que suscitou pela primeira vez o debate sobre os direitos dos animais nesses distantes anos da Guerra Fria, em que russos e americanos mandavam todo o tipo de bicheza para o espaço.

Ficou Laika, porque é kitsch, é retro e os 80 estão na moda de novo :) )

E, dois meses depois, aquela criaturinha encardida e desgrenhada tornou-se nesta beleza de cão. Confesso que, com esta, não foi o “amor à primeira vista” que tive com o meu cão anterior e que me custou um pouco a habituação, porque o desgosto que tive com a morte do Draculazinho em Julho passado bloqueou parcialmente a minha capacidade de me voltar a afeiçoar a um bicho. Pensava eu porque, com o tempo, a Laika conquistou-me.

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Não bate muito bem da bola, como é habitual nos meus cães. No entanto, é uma bela companhia de folguedos aqui para o Paquito, porque são aproximadamente da mesma idade e andam sempre a guerrear por brinquedos e sapatos. Nesta foto, estavam ambos a tentar destruir o descodificador de canais, que acabou a fumegar depois de um objecto não identificado ter sido inserido pelos orifícios de respiração do aparelho, e assim acabou o Paquito de castigo por mudar circuitos eléctricos de sítio e a Laika ilibada por não se ter provado a sua implicância material no caso e se ter limitado a assistir.

Um dia, escrevei um livro para todas as mães deste mundo: “Asneiras terríveis em menos de cinco segundos”.

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9 Respostas para “Há sempre tempo para mudar”

  1. É muito fofa a cadela…
    E olha que o livro iria ser muito útil, a quantidade de disparates que vi fazer ao meu sobrinho num fds ter um livro acho que ajudaria, mas eles também estão sempre a inventar são demais os putos :)

  2. È bom para os miúdos conviverem com um animal doméstico.
    Sempre tive animais, mas um cão não quero mais ter. È como ter outro filho.
    Pior, os filhos mais tarde ou mais cedo acabam por saber fazer cócó e xixi sozinhos. Um cão não.

    Tenho agora uma gata Persa, que não chateia é sou mudar o arião uma vez por semana.

  3. A foto está de mais. Olha a atitude de comparsas. Lindo.

    Pois parece que os 80’s estão na moda. Década que a mim não me diz nada.

  4. O cachorro estão tão lindo :)
    LOL acho piada ao nome pelo qual tratas o teu filho: Paquito :)
    Ele está com um cabelo bem bonito!
    Bela foto ;)
    :-*

  5. o puto está enorme :)

    (os meus tb vão aterrorizando a nossa bicha…)

  6. terrorismo em estado puro…

  7. arya bodhisattva Diz:

    canito: “olha o que é que vais fazer…”
    paquito: “cala-te. eu é que sei. basta-me sacudir os meus caracóis frondosos qu’eles derretem-se todos.”
    canito: “então e eu?”
    paquito: “estás por tua conta.”

  8. Paquito porque o segundo nome dele é Francisco e, como é provavelmente o nome mais comum na Andaluzia, os miúdos são todos tratados por Paquito.
    Os caracóis foram a minha herança genética. Apesar de eu os ter herdado do meu lado paterno (acho que 90% da minha família paterna tem cabelo preto e encaracolado), o Paquito juntou essa herança genética encaracolada a um tom arruivado que, pasme-se, é o da minha mãe.

  9. Que saudades desta criança…

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