Perguntinha

Publicado em política, portugal with tags , às Julho 3, 2008 por Yashmeen

Agora que a galinha dos ovos de ouro (Ingrid Bettencourt) foi libertada, será que também vai ser convidada para a Festa do Avante? Era justo, mas o PCP há muito que perdeu a noção das coisas. Foi-se o Cunhal, ficaram os fantoches.

 

PS: Se me quiserem juntar à lista dos próximos expulsos, posso enviar o número de militante (que ainda tenho) por mail. Mandem-me o édito de dissidente, que eu já assinei há muito a demissão política.

Para ver se lhe arranco um sorriso…

Publicado em amigos, espanha, música, sevilha with tags , , , às Julho 2, 2008 por Yashmeen

… porque ela anda tão tristinha e sei que gosta destas coisas do coração.

Made in Sevilla e para veres que, se me vieres visitar, te levo a andar de metro :P

“Sinlache” - Manu y Julio

O crime perfeito…

Publicado em música, portugal, sociedade with tags , , às Julho 1, 2008 por Yashmeen

… é aquele que consegue ser arquivado sem que ninguém seja “suficientemente culpado” nem totalmente inocente. E quem se lixou foi a miúda, que nem por ser inglesa, rica e loira teve sorte na vida.

 

Sting - “Gabriel’s Message” (recriação de cântico basco do séc. XIII)

¡ESPAÑAAAAAAAAAAAAAAA!

Publicado em espanha, sociedade with tags , às Junho 29, 2008 por Yashmeen

Esta final confrontava o país que eu mais amo no mundo com um pelo qual tenho grande embirração (talvez mesmo aquele com que mais embirro, por diversos motivos).  Estava mesmo a torcer por ver os alemães de crista baixa.

Acho que perceberam a mensagem (hihi)… Fantástico anúncio da patrocinadora oficial da Furia Roja. E como a Espanha ganhou merecidamente e jogou limpo, só gostava de saber dizer “IN YOUR FACE!!” em alemão :P

Prazeres

Publicado em ecologia, espanha, sevilha, vida with tags às Junho 29, 2008 por Yashmeen

Um dos prazeres que redescobri desde que vivo aqui é o do campo. Uma pequena serra silenciosa e brava, com veados e lebres, emoldura a norte a terra onde vivo. Um campo de estradas imensas, a perder de vista o horizonte. Não tão alta como as montanhas da minha infância a norte, mas com o mistério das serras a sul.

Às vezes, digo-lhe: vamos ao campo. Outras diz-me ele a mim. Garrafas de água e bolachas para o puto, que adormece com o tecto do carro aberto e as estrelas a enredarem-se-lhe no cabelo. Vamos em silêncio, que começa onde o rádio deixa de captar. Cada qual respira para o seu lado. Estamos ali, mas não estamos. É como uma viagem a um local bem mais profundo. Normalmente, anoitece e ele diz-me: “este é o céu mais bonito do mundo”. Eu aceno com a cabeça, enquanto uma lebre ou uma perdiz cruzam a estrada em frente ao carro. Aconteça o que acontecer, ali somos sempre felizes.

Nunca há ninguém na serra. Os cavalos olham-nos, indiferentes, enquanto desfilam pelas quintas dos toureiros que ali os treinam. Há cercas e vedações, mas conseguimos olhá-los quase nos olhos, porque a serra também é deles. Não há piqueniques nem turistas. Esses preferem a praia.

Depois paramos num “mesón” à beira da estrada. Nunca é o mesmo e nunca tem multibanco. A noite, porque vamos sempre quando o sol se põe, desce finalmente e o caminho para casa é já fresco, muito fresco e estrelado. As serras do sul têm um encanto especial, por serem recortes de verde altivo na paisagem.

É um recanto nosso, muito nosso. Onde vamos os três, mas que vivemos em silêncio pelo caminho de asfalto irregular.

 

Imagens da Sierra Norte de Sevilha

Para não pensarem que é tanga…

Publicado em espanha, sevilha with tags às Junho 28, 2008 por Yashmeen

Imagem de Sevilha nos últimos dias. A menina da bicicleta deve ter chegado ao seu destino já sem pele (nem um chapeuzinho leva).

Moleza…

Publicado em espanha, sevilha with tags às Junho 27, 2008 por Yashmeen

Trabalhar e até mesmo viver com 45º de dia e 40º de noite devia ser proibido. Entra-se numa letargia sonâmbula e numa vontade incontrolável de beber Aquarius para conseguir mexer um dedo que seja. Ironia das ironias é estar constipada por causa da ventoinha. Quase tanto como não apanhar sol deliberadamente e estar bronzeada.

 

Welcome to our summer in Seville…

Publicado em pensamentos with tags , às Junho 24, 2008 por Yashmeen

Há pessoas cujo simples pensamento de poder inadvertidamente ter magoado me resulta sinceramente doloroso. Não tem a ver com a antiguidade, parentesco ou com o grau de conhecimento, mas sim com o facto de terem provado uma e outra vez que não o merecem. Entristece-me muito pensar que, por erro inconsciente ou por omissão, o possa ter feito. Tanto que o coração fica pequeno e apertado, especialmente na impossibilidade, devido à distância, de resolver coisas olhos nos olhos e de selar os afectos com um abraço.

Peço desculpa pela minha ausência…

Publicado em pensamentos with tags às Junho 24, 2008 por Yashmeen

… mas há alturas em que sentimos que não temos grande coisa a dizer - e isso não significa que estejamos pior ou melhor que o habitual.

 

Já falamos.

I still miss you

Publicado em morte, saudade, vida with tags , , , , às Junho 18, 2008 por Yashmeen

Há um ano atrás, o meu pai deu-me a notícia. Com a voz engasgada. Lembro-me que me sentei no meu antigo sofá azul e chorei durante uma hora. No fundo, sabia que era o fim do sofrimento. No fundo, todos estávamos à espera. No fundo, foi melhor assim. No fundo… doeu-me tanto que, um ano depois, ainda dói como se tivesse sido ontem.

Não passa um dia sem que me lembre dela. Não me acontece nada que não tenha vontade de lhe contar. Ainda me lembro da voz, do cheiro, do olhar. Não é por fazer hoje um ano que tudo vem ao de cima. É exactamente porque passou um ano da minha vida que não pude partilhar com ela, que foi a melhor amiga que alguma vez tive.

Se eu pudesse chorar todas as lágrimas que tenho dentro, encheria um rio. Não a esqueci. Nunca a esquecerei. E este dia ficará sempre na minha memória como o dia em que percebi finalmente o que é a saudade.

Hoje ouvi a mesma música que há um ano atrás e as lágrimas, essas, ainda são as mesmas. Mesmo que me digam que, lá na nuvem onde moras, me consegues ver, eu queria tanto ter-te aqui ainda. Este ainda não foi o meu último adeus.

“One last goodbye” - Anathema

How i needed you
how i bleed now you’re gone
in my dreams i can see you
but i awake so alone
I know you didn’t want to leave
your heart yearned to stay
but the strength i always loved in you
finally gave way
Somehow i knew you would leave me this way
somehow i knew you could never stay
and in the early morning light
after a silent peaceful night
you took my heart away
In my dreams i can see you
i can tell you how i feel
in my dreams i can hold you
it feels so real
And i still feel the pain
i still feel your love
i still feel the pain
i still feel your love
Somehow i knew you would leave me this way
somehow i knew you could never stay
and in the early morning light
after a peaceful night
you took my heart away
i wish you could have stayed